VERUM - FACTUM é um BLOG dedicado à pesquisa e aos estudos da Obras de Giambattista Vico (1668 - 1744), filósofo do final do Renascimento, atuou como professor de Retórica na Universidade de Nápoles. Escreveu obras com conteúdos relacionadas ao Direito, Pedagogia, Religião, Retórica, Mitologia e Política. Defensor de uma excelência nos estudos tendo por principal aspecto aqueles vinculados ao Humanismo Renascentista. Destacou-se como crítico das idéias cartesianas.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O esgotamento do ingenium na Europa o diagnóstico viquiano.
Resumo
No epistolário de Giambattista Vico e em alguns de seus escritos (De Ratione e Autobiografia), é possível identificar a denúncia de esvaziamento da capacidade inventiva nos centros de cultura europeus, em virtude do esgotamento do ingenium na Europa após o advento do cartesianismo. Daí o seu sentimento de atopia por constatar um quadro que se agravava ao poucos na Europa. Nesse sentido, adotamos para esta exposição a seguinte hipótese interpretativa: por causa desse acontecimento Vico compreendeu que o menosprezo em relação às suas novas descobertas, era sintoma da crise aludida, justificando assim a sua interpretação. Ademais o abandono de ciências relacionadas a doutrina dos Estados e da Moral, possibilitadoras de uma prática do saber voltada ao bem comum, seria expressão também dessa crise decorrente da nova orientação do saber. Daí o projeto de reforma do saber viquiano ter como preocupação o mundo civil em oposição aquele de René Descartes (1596-1650), fortemente fundamentado em princípios racionais-matemáticos e distanciados de toda tradição retórica e filológica. Isso justifica a proposta de Vico de uma nuova scienza e de uma nuova arte critica, iniciado no Diritto Universale e realizado na Scienza Nuova. Com base nessa hipótese dividimos esta apresentação em quatro momentos afim de uma melhor disposição dos argumentos: o primeiro tópico intitulado: Vico e o sentimento de atopia ante o seu presente; o segundo: Novidade no projeto viquiano de ciência e o cartesianismo; o terceiro: A incipiente recepção do Diritto Universale e da Scienza Nuova; o quarto e último: Vida Civil e significado prático do saber: os escritos da juventude.
No epistolário de Giambattista Vico e em alguns de seus escritos (De Ratione e Autobiografia), é possível identificar a denúncia de esvaziamento da capacidade inventiva nos centros de cultura europeus, em virtude do esgotamento do ingenium na Europa após o advento do cartesianismo. Daí o seu sentimento de atopia por constatar um quadro que se agravava ao poucos na Europa. Nesse sentido, adotamos para esta exposição a seguinte hipótese interpretativa: por causa desse acontecimento Vico compreendeu que o menosprezo em relação às suas novas descobertas, era sintoma da crise aludida, justificando assim a sua interpretação. Ademais o abandono de ciências relacionadas a doutrina dos Estados e da Moral, possibilitadoras de uma prática do saber voltada ao bem comum, seria expressão também dessa crise decorrente da nova orientação do saber. Daí o projeto de reforma do saber viquiano ter como preocupação o mundo civil em oposição aquele de René Descartes (1596-1650), fortemente fundamentado em princípios racionais-matemáticos e distanciados de toda tradição retórica e filológica. Isso justifica a proposta de Vico de uma nuova scienza e de uma nuova arte critica, iniciado no Diritto Universale e realizado na Scienza Nuova. Com base nessa hipótese dividimos esta apresentação em quatro momentos afim de uma melhor disposição dos argumentos: o primeiro tópico intitulado: Vico e o sentimento de atopia ante o seu presente; o segundo: Novidade no projeto viquiano de ciência e o cartesianismo; o terceiro: A incipiente recepção do Diritto Universale e da Scienza Nuova; o quarto e último: Vida Civil e significado prático do saber: os escritos da juventude.
*Texto apresentado na ANPOF no XIV Encontro Nacional de Filosofia na cidade de Águas de Lindóia.
domingo, 24 de outubro de 2010
Cantoria de repente!
Vai ser sábado 20 de Novembro a partir das 20:00.
Na palhoça do Seu João
Rua Dr. Fernando Hugo Curió Fortaleza
Com a dupla Rosaneto e Ari Teixeira.
Assista ao programa: Quando as violas se encontram apresentação: Rosaneto; todo domingo a partir da 22:00 na Radio Cidade AM 860 fone:32617000 Ligue e peça sua canção.
Organização do evento: Marcos Aurélio
Na palhoça do Seu João
Rua Dr. Fernando Hugo Curió Fortaleza
Com a dupla Rosaneto e Ari Teixeira.
Assista ao programa: Quando as violas se encontram apresentação: Rosaneto; todo domingo a partir da 22:00 na Radio Cidade AM 860 fone:32617000 Ligue e peça sua canção.
Organização do evento: Marcos Aurélio
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Eleições vote certo!
Na "política" que se instaura nos dias atuais é sempre assim, as pessoas visam apenas suas próprias comodidades. Sempre se esquecem que na POLÍTICA de verdade é o coletivo que deve ser buscado. Os discursos das pessoas são sempre os mesmo: Candidato fulano de tal não me deu nada, por isso não voto nele; Candidato Sicrano me prejudicou com uma lei. Chegando ao cúmulo de pedir coisas absurdas. Como um eleitor que chegou pra um candidato e pediu que ele acabasse com a lei Maria da Penha. Rsrsrsrs. Isso é verdade eu estava presente. Candidato bom não cai do Céu, nem tão pouco candidatos corrupto sobe do Inferno, eles saem é do nosso meio mesmo, se todos políticos são corruptos então estamos perdidos porque políticos nós todos somos. Vote consciente não pensando em nossas próprias vantagens particulares. Nós partimos, mas nossos filhos e netos ficarão, que exemplo daremos pra eles. Dizia o Filósofo Platão: O povo tem o governo que merece. Reflitam sobre isso!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
ABLC, o cordel e a cultura popular
Ivaldo Gomes
Fui assistir ontem, dia 21 de agosto, a plenária da AcademiaBrasileira de Literatura de Cordel – ABLC, que se realizou no TeatroPaulo Pontes aqui em João Pessoa. Pra mim foi um momento importanteporque revi o que de melhor existe hoje na Paraíba e no Nordeste emtermos de literatura de cordel, repente e poesia popular. Dizer quepor diversos momentos fui às lágrimas, com emocionantes improvisos esaudações acadêmicas seria pouco. Confesso que não sou muito fã deacademias, mas a ABLC chamou-me muito a atenção e gostei muito do quevi e vivi ontem à tarde no Espaço Cultural. Quem não pode compareceraquele ato literário, em um sábado de chuva, perdeu a oportunidade dese emocionar com o que ali aconteceu.Essa plenária foi para empossar mais três membros efetivos em seuquadro social. O folclorista, poeta, cordelista João Dantas, orabequeiro, poeta, cordelista Beto Brito e o poeta, cordelista,pesquisador José Walter Pires. Todos três expoentes em suas áreas detrabalho. Emocionante foi ouvir a saudação de improviso do Rei doRepente Oliveira de Panelas a saudar o artista popular Beto Brito.Oliveira de Panelas - em seus cinqüenta anos de trabalho ininterrupto- é com certeza o maior repentista vivo desse país. Com todo orespeito e o reconhecimento que tenho por todos os outros. Emocionantetodas as saudações. Foi uma tertúlia literária movida a base de muitaemoção. A presença de Moraes Moreira, Neumane Pinto, Jessier Querino,Marco di Aurélio, Glorinha Gadelha, Manoel Monteiro e várias outraspersonalidades de destaque na platéia, acrescentou ao recinto umaqualidade indiscutível.Depois de empossados os novos imortais da ABLC, prestou-se uma justahomenagem a outros artistas, poetas, escritores, jornalistas, músicos,que dão relevo e destaque a cultura nordestina e em especial aparaibana. Marco di Aurélio, Moraes Moreira, Neumane Pinto, JessierQuerino, Oliveira de Panelas, Evandro da Nóbrega, Os Nonatos, ChicoCésar, Vital Farias e Bráulio Tavares, foram agraciados com a medalhacomemorativa dos vinte e dois anos de fundação da ABLC. Como você podever à tarde ontem foi de festa e que festa. Pois pela primeira vez fuia uma reunião de academia e gostei. Pois o ritual, a formalidade, detais ocasiões, termina por ser muito maçantes. Coisa pra só acadêmicoagüentar. O que não é bem o meu caso.Mas a reunião comemorativa serviu também para perceber, pelosdepoimentos e explanações do que se têm feito na ABLC, que existe umavanço na estratégia de organização da Literatura de Cordel no Brasil.E a graças à tenacidade e perseverança da ABLC, que tendo a frente opresidente Gonçalo, conseguiu de fato e de direito organizar essa áreada cultura brasileira. E que, diga-se de passagem, possui umaimportância ímpar para a formação literária de todo o nosso povo.Principalmente de nós nordestinos. Literatura de cordel e feira nonordeste brasileiro são símbolos e distinção de nossa cultura. Todanossa vida teve no advento da feira – o encontro social semanal – olocal privilegiado, onde as relações sociais se celebram e seexpandem. E na feira, a literatura de cordel, registrou para aposteridade todo um-que-fazer cultural de nosso povo.Fico feliz quando vejo tanta gente importante da nossa cultura reunidapara saudar aqueles que merecem nosso respeito, carinho e admiração.Reconhecimento! Pois é isso que esses grandes mestres da culturapopular precisam da parte da gente. Principalmente dos órgãosculturais oficiais ou não. E aqui meu apelo veemente por uma políticapublica que confira a cultura popular seu lugar de destaque. Pois aela é atribuída tudo que foi construído até os nossos dias. É dela araiz maior e mais significativa de nossa cultura. Para que chegássemosa Rui Barbosa, José de Alencar, Graciliano Ramos, Zé Lins do Rego,Augusto dos Anjos, Gonçalves Dias, Euclides da Cunha, Carlos Drummondde Andrade, Ascenço Ferreira, Raquel de Queiroz, Cecília Meireles,Nélida Piñon, Hilda Hilst, Dora Coralina, só para ficarmos em algunsimportantes para nossa formação cultural, tivemos que passar pelosgrandes artistas da cultura popular.Portanto é preciso que as Secretarias de Cultura, das váriasinstâncias governamentais desenvolvam linhas de pesquisas e detrabalho, na catalogação, no apoio a produção e na sua difusão, sobqualquer meio, dos artistas e das obras de cultura popular por essepaís afora. A Paraíba – celeiro de grandes artistas – precisatrabalhar melhor suas obrigações com toda essa área da culturapopular. Não é a toa que o maior de todos os cordelistas - consideradoo pai do cordel brasileiro - seja o paraibano de Pombal, Leandro Gomesde Melo. E eu lhes pergunto: Leandro Gomes de Melo está nas salas deaulas da Paraíba? Está e não está. Está pelo esforço de homens como opoeta e cordelista Manoel Monteiro. Mas não está por falta de apoiogovernamental para tal.A cultura popular brasileira e especialmente a nordestina, pela suagrande riqueza, precisa cada vez mais de reconhecimento, divulgação eapoio. Precisamos fazer como o Ministério da Cultura vem fazendo,abrindo e reabrindo editais onde a cultura popular é de fato umaprioridade. Mas isso precisa ser extensivo também aos governosestaduais e municipais. Pois esse é um esforço de todos. Pois um povoque não preserva sua cultura, fica sem. E sem sua cultura,principalmente de sua cultura mais legítima - a cultura popular - podeaté ser considerado um povo. Mas um povo em franca descaracterização eque poderá no futuro servir apenas como `massa de manobra' paraculturas alheias a nossa formação. Cuidar da cultura popular como faza ABLC e o MINC são garantias de que no futuro existiremos como povo,nação e raça. Com identidade, rumo na vida e na história. Fui muitofeliz ontem à tarde. Obrigado a ABLC pelo convite.
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