sexta-feira, 27 de abril de 2018

A metafísica conforme a concepção de Giambattista Vico


 Esta comunicação tem a finalidade de expor qual o significado da metafísica, ou da nova metafísica empreendido por Giambattista Vico, pensador de Nápoles do século XVII. Um período de grande efervescência de idéias quer no campo das Ciências, quer no âmbito das Filosofias. O reflexo de tais acontecimentos era constatado principalmente na arte, na religião e na política, tal época refletia também o final do Renascimento. Em razão disto, autor será considerado como um dos últimos representantes daquela manifestação cultural bem como das idéias do Humanismo. Nesta pesquisa utilizei-me de quatro obras do autor, a saber: sua Autobiografia [Vita di Giambattista Vico scritta da se medesimo] de 1728; Sobre a antiquísima sabedoria dos italianos [De antiqüíssima italorum sapientia] de 1710; Sobre o método de estudos de nosso tempo [De nostri temporis studiorum ratione] de 1709 e a Ciência Nova [Scienza Nuova] de 1744. Pretendo fazer um apanhado do conceito de Metafísica conforme estão expostos em tais obras.
Giambattista Vico (1668-1744) viveu ao final do Renascimento, percebeu em sua época o grande surgimento de ciências e idéias dos mais diferentes matizes. Nas ciências destacaram-se nomes como Newton, Galileu entre outros. Nas idéias, Descartes encontrava-se em ascensão, quer no campo da Filosofia, quer no campo das Ciências. Destacavam-se também autores como Spinoza, Leibniz e Hobbes e outros. O nosso tema de estudo, no entanto, será a Metafísica, bem como o modo como Vico a compreendeu. Se até então os filósofos haviam compreendido a metafísica somente com base em uma ordem que subjaz à própria natureza, o autor se propõe a desvelar uma metafísica do mundo humano, uma vez que esta se eleva mais alto que àquela elaborada pelos filósofos, e contempla na Divindade “o mundo das mentes humanas” [1]. Não devemos nos esquecer que este autor busca na sua obra Scienza Nuova fazer uma gênese do mundo civil das nações.
Ao unir Filologia e Filosofia, estas lhe servirão de instrumentos de análise deste mundo das nações. Com estas ciências, o autor busca esclarecer das origens das idéias e palavras: um estudo filológico. O que o autor indaga e busca responder são questões como: Qual o significado originário das formas de expressão humana? Qual a gênese da Linguagem? Qual a gênese das Idéias? Na sua Scienza Nuova, Vico diz ser a metafísica, contida em sua obra, algo que vai além da metafísica dos filósofos pensada até seu tempo. Ele vê em Deus o próprio mundo das idéias humanas e nas idéias humanas reconhece o próprio Deus, em especial no aspecto da sua Providência.
Conforme declara em sua Autobiografia, o primeiro autor que estudou, tratando de metafísica, foi o jesuíta espanhol Francisco Suarez, tido como um dos mais destacados representantes da filosofia Escolástica. Vico diz que o estilo de Suarez era deveras claro e de bom entendimento. Após abandonar a escola, dedicou-se durante um ano aos estudos deste autor. Conforme esta passagem:
(...) e tendo ouvido que o padre Suarez na sua Metafísica raciocinava sobre tudo o que se poderia saber de filosofia, de uma maneira eminente, como convém a um metafísico, e um estilo muito claro e fácil, como de fato evidencia lá com uma incomparável eloqüência, deixou a escola com melhor proveito que da outra vez, e trancado em casa por um ano para estudar Suarez [2].
Em Suarez, Vico diz ter aprendido a metafísica de Aristóteles, mas ao tomar conhecimento da fama de Platão quanto a esta ciência, dedica-se a estudá-la nas obras deste filósofo. Após estudar a metafísica platônica, o autor diz ter compreendido o motivo da metafísica aristotélica não lhe ter sido útil, em especial, no que concernia à moral. Diz ele: assim como Averróis ao dedicar-se aos estudos da moral de Aristóteles, não contribuiu em nada para tornar os árabes mais humanos e civilizados. Tal fato devia-se porque a metafísica de Aristóteles conduziria a um princípio físico de cuja matéria se retira formas particulares e a mesma faz de Deus apenas um obreiro que constrói as coisas com a matéria que encontra fora de si, conforme ele explica neste trecho de sua Autobiografia:

Por isto se obrigou de voltar à metafísica, mas não se servindo de ajuda para isto de Aristóteles, que havia aprendido em Suarez, e sem saber a ciência certa o porquê, guiado apenas pela fama de que Platão era o príncipe dos filósofos divinos, começou a estudá-la a partir dele; e muito tempo depois ter se beneficiado dela, compreendeu a razão pela qual a metafísica de Aristóteles não o tinha ajudado nos estudos da moral, uma vez que não serviu de ajuda a Averroes (...). Isto porque a metafísica de Aristóteles conduz a um princípio físico que é a matéria da qual as formas particulares são extraídas, e faz de Deus  um oleiro que trabalha as coisas fora de  si mesmos [3].
A metafísica platônica, por seu turno, conduziu Vico à concepção de um princípio metafísico em que o autor denomina “Idéia eterna” que de si mesma, como um espírito seminal, cria a matéria da qual ele vai fundamentar a idéia de uma moral embasada numa virtude ou “justiça ideal”. Com base na “justiça ideal”, ele refletirá sobre uma “República Ideal” com leis e direitos também ideais. De acordo com este trecho:

Em compensação, a metafísica de Platão conduz a um princípio que é a Idéia eterna que, retira de si e cria a matéria mesma, como um espírito seminal, (...). De acordo com esta metafísica, funda uma moral sobre uma virtude ou justiça ideal, ou seja, arquiteta [4].
Foi com base nos estudos da metafísica de Platão, que o autor despertou suas idéias para refletir também para um “direito ideal eterno”, o qual se efetivava numa cidade igualmente eterna e universal sustentada pela Providência divina. Tal idéia seria um desenho eterno de todas as repúblicas e nações que Platão intuiu, mas, contudo, não pôde concretizar por causa da queda do primeiro homem, conforme está narrado na Bíblia e que Platão ignorava[5]. Vemos aqui quão forte foi a influência das idéias platônicas em suas próprias idéias, e não sem motivo Vico definiu Platão como sendo o seu primeiro autor predileto, pois que tais idéias expostas acima serão as fundamentadores de sua obra principal, a Scienza Nuova.



New Science
Ideia da obra.                           
Frontispício da Scienza Nuova
Já na sua Scienza Nuova, Vico principia-a explicando o desenho no frontispício. A primeira figura será justamente a Metafísica. Conforme ele diz: é ela “que domina o globo terrestre”. O significado do termo é análogo aquele dos antigos: Ciência primeira. Conforme está representada no desenho se encontra abaixo somente da Providência Divina, pois que esta ilumina àquela. O “olho vidente que é Deus” observa o mundo das “mentes humanas”, que é um mundo metafísico e assim apresenta o modo providencial como está constituído o “mundo das almas humanas”, ou mundo civil das nações[6].













A Metafísica é demonstrada portando no peito uma jóia convexa, esta jóia significa a pureza que tal Metafísica deve conter, para que não se corrompa nem pela soberba do espírito e tão pouco                “pela vileza dos prazeres corporais”. Alusão que o                  autor faz   aqui às filosofias estóicas e epicuristas,                 pois que ambas negam a Providência divina. A                             razão       de a jóia ter um formato convexo, explica o autor, deve-se em razão do raio que incide sobre ela irradiar-se para fora. Assim, a Metafísica como que de posse de uma lanterna tenha a percepção de que Deus providente atua sobre o mundo humano “nas coisas morais públicas”, que são os costumes civis pelos quais as nações nascem e por eles se conservam[7].
Da jóia o raio reflete sobre a estátua de Homero, primeiro autor dos gentios que se tem conhecimento. Isto se deve ao fato de ser pelas obras deste poeta, a Ilíada e a Odisséia, que conhecemos muito a respeito do mundo das nações gentias. Também significa que a metafísica foi erigida valendo-se de uma “história das idéias humanas” e de quando os primeiros indivíduos começam a “pensar humanamente”. É em virtude desta metafísica que podemos compreender o modo como pensavam, mesmo que de modo tosco e rude os primeiros homens. A metafísica dessas mentes primitivas, o autor denomina “metafísica poética”, que trataremos mais adiante quando chegarmos ao segundo livro da Scienza Nuova, sobre a Sabedoria Poética[8].
A metafísica na Scienza Nuova principia assim como todas as outras criações humanas, de modo grosseiro, uma vez que os primeiros homens jamais poderiam ter concebido coisas sofisticadas, pois se assim o fosse estariam em desacordo com a sua própria realidade. Mentes rudes e toscas só podem imaginar, refletir e criar coisas igualmente rudes e toscas. Conforme ele diz no início do livro segundo sobre a Sabedoria Poética:
(...) e a natureza das coisas que alguma vez nasceram ou foram feitas leva a que sejam grosseiras as suas origens; assim, e não de outro modo, se devem avaliar as da sabedoria poética[9].
Conforme Vico, assim como o sacerdote egípcio Mâneton repensou toda a história fabulosa de seu povo, como se esta fosse “uma sublime teologia natural”. Algo que teria sido fruto da vaidade dos doutos (boria dei dotti), de modo semelhante, os filósofos da Grécia refletiram sobre suas fábulas, de modo que, o que não era coerente ou por outro lado, indecoroso devia em verdade ser uma espécie de “sabedoria secreta” contada de modo fabuloso, para deste modo permanecer velada ao vulgo. Conforme podemos ler nesta passagem da obra:
(...) nasceu da presunção dos doutos, pela qual, como Manêton, sumo pontífice egípcio, conduziu toda a história fabulosa egípcia a uma sublime teogonia natural, (...) assim os filósofos gregos conduziram a sua à filosofia (...). E ao longo de todo este livro se mostrará que, tudo quanto primeiro tinham escutado os poetas acerca da sabedoria vulgar, outro tanto compreenderam depois os filósofos acerca da sabedoria secreta; de modo que se pode dizer terem sido aqueles o senso e estes o intelecto do gênero humano [10];
 Continua o autor parafraseando Aristóteles, quando diz que a mente do homem só pode compreender as coisas que antecipadamente passaram pelos seus sentidos. É com base nas coisas que sentiram e vivenciaram que pode o homem inteligir sobre coisas que não necessitam dos sentidos para ser concebidas. Daí o autor se utiliza do vocábulo <<inteliigere>> utilizado apropriadamente pelos latinos para o uso do intelecto, ou seja, das idéias[11].
Vico identifica a metafísica como um dos sentidos da palavra “sabedoria”. Esta palavra significou primeiramente entre os gentios “ciência do bem e do mal”, sentido este que o autor recolhe, conforme ele explicita, das obras de Homero. Como ciência, o autor a identifica àquela de decifrar os auspícios. Em seguida, o termo sabedoria é também aplicado como propriedade dos homens “sábios”, aqueles que criaram tudo quanto foi útil ao gênero humano. Novamente o termo evolui para designar a capacidade de alguns homens para criar leis e comandar os povos[12]. Ademais, diz ainda o autor, o termo sabedoria passa a significar a ciência das divinas coisas naturais, que seria mais propriamente a metafísica, que o autor denomina “ciência divina”. Esta tem por objeto o conhecimento da “mente dos homens em Deus”, e deste modo reconhece a Deus como fonte da verdade e logo como regulador do bem[13].
De acordo com Vico, a Metafísica tem como principal objeto o bem da humanidade, que tem por base e conservação a crença numa divindade providente. Por tê-la demonstrado (a Providência), Platão recebeu o título de “divino”, e a sabedoria que por ventura negue a Deus e a Providência deve em verdade chamar-se “estultícia”. Por último, o sentido da palavra sabedoria concebida pelos Hebreus e consequentemente para os cristãos é o de “ciência das coisas eternas reveladas por Deus” [14].
            A Metafísica será como o tronco de uma árvore, e deste tronco repleto de galhos, que são as outras ciências subalternas, originar-se-á todo o fundamento e desenvolvimento do mundo civil dos gentios. A Metafísica será “poética”, no sentido de concepção intelectual primeira, ou seja, criadora. Desse modo poéticas serão todas as ciências que dela derivam. Eis o motivo de o autor trabalhar no segundo livro Da Sabedoria Poética, toda a origem das outras ciências: lógica, moral, economia, política, história, física, cosmografia, astronomia, cronologia e geografia todas poéticas, ou seja, originárias e primeiramente criadas toscas e grosseiras porque assim é que de fato se originaram as coisas humanas. Conforme vemos nesta passagem:
Mas, porque a metafísica é a ciência sublime, que reparte os seus justos assuntos por todas as ciências que se dizem <>(...) e as origens de todas as coisas devem por natureza ser grosseiras: devemos por tudo isto, dar início à sabedoria poética a partir de uma sua metafísica grosseira, da qual, como de um tronco, se difundam, por um ramo, a lógica, a moral, a economia (...) [15].
Foi, portanto, com base em uma teologia natural, também metafísica, que os fundadores da humanidade inventaram as línguas, a moral, a economia e fundaram as famílias e as cidades e todos os outros princípios de humanidade. Razão pela qual, o autor diz que a Ciência torna-se uma “história das idéias, costumes e factos do gênero humano”. De todos estes três: idéias, costumes e factos, surgem os inícios da “história da natureza humana” e, portanto são universais como princípios históricos[16].
A primeira sabedoria Vico denomina de “sabedoria poética” que teve início a partir de uma metafísica “não refletida e abstrata” como o é hoje a metafísica dos eruditos. Tal metafísica poética tem por base os sentidos e a imaginação daqueles primeiros homens, uma vez que eles não dispunham de nenhum raciocínio e por outro lado, os seus sentidos eram vigorosíssimos bem como a sua capacidade de fantasiar. Por ignorarem as causas das coisas e pelo espanto que algumas imprimiam às suas mentes tolas foram naturalmente levados a imaginar e crer na existência de deuses responsáveis por tudo aquilo que percebiam, conforme podemos verificar nesta passagem:
Portanto, a sabedoria poética, que foi a primeira sabedoria da gentilidade, deve ter começado de uma metafísica, não refletida e abstracta como é esta agora dos instruídos, mas sentida e imaginada como deve ter sido a desses primeiros homens, pois que eram de nenhum raciocínio e com todos os sentidos robustos e com vigorosíssimas fantasias (...). Esta foi a sua própria poesia que nesses foi uma faculdade a eles conatural (porque eram naturalmente dotados de tais sentidos e de tais mencionadas fantasias), nascida da ignorância das causas, que foi para eles mãe do espanto ante todas as coisas (...) porquanto ao mesmo tempo que imaginavam serem deuses a causa das coisas que sentiam e admiravam (...) [17].
A mente destes homens era tão simplórias que para nós é impossível compreendê-las e imaginá-las por completo. A dificuldade, segundo Vico, deve-se à natureza de nossas mentes, que mesmo nas pessoas mais rudes de nosso tempo têm uma mente repleta de abstrações. Abstrações estas que são provenientes da linguagem, pois que está eivada de “vocábulos abstratos” e tornou-se extremamente sutil pela arte da escrita e um tanto quanto espiritualizada pela “prática dos números” [18]. As mentes daqueles homens, diferentemente das nossas, pelos motivos acima explícitos estavam “imersos nos sentidos” e fortemente influenciados pelas paixões. Confira nesta passagem:
(...) assim nos é agora naturalmente negado poder entrar na vasta imaginativa daqueles primeiros homens, cujas mentes em nada eram abstratas, em nada eram subtis, em nada espiritualizadas, porque estavam todas imersas nos sentidos, todas reprimidas pelas paixões, todas sepultadas nos corpos: pelo que dissemos acima que agora apenas pode compreender, não podendo completamente imaginar, como pensariam os primeiros homens que fundaram a humanidade gentílica [19].
Segundo Vico, sua Ciência possui “sete aspectos” principais, dos quais o terceiro é o metafísico, pois conforme o autor este terceiro aspecto fundamenta-se numa “história das idéias humanas”, que principiaram das idéias divinas, ou seja, pela contemplação do céu (os auspícios) com os “olhos do corpo”. É a partir desta ciência augural que surge àquela metafísica poética que o autor, com a figura da árvore, diz que surgem todas as outras “ciências subalternas” e apesar de origens grosseiras serão cultivadas e celebradas pelos doutos. Conforme podemos ver neste trecho:
O terceiro aspecto principal é uma história das idéias humanas que, como há pouco se viu, começaram a partir das idéias divinas, com a contemplação do céu feita com os olhos do corpo: tal como na ciência augural foi denominado pelos Romanos <<contemplari>> o observar as partes do céu donde proviessem os augúrios (...). E tal como acima se dividiu a metafísica poética em todas as ciências subalternas, da mesma natureza que a sua mãe, poéticas, assim esta história das idéias nos dará as origens grosseiras tanto das ciências práticas que têm por uso as nações, como as ciências especulativas que agora cultivadas, são celebradas pelos doutos [20].
Para este estudo fizemos uso basicamente de duas obras do autor, a Autobiografia, pois que nela ele já expõe como principiou seus estudos em metafísica, e a Scienza Nuova de 1744, onde suas idéias a respeito da metafísica já se encontram bem amadurecidas. Outra obra na qual ele trata da metafísica é o De Antiqüíssima Italorum Sapientia de 1710, mas utilizamos a mesma somente para um estudo auxiliar. E aqui encerramos este estudo sobre a metafísica como concebeu Giambattista Vico reconhecemos que o tema é bastante extenso e não caberia de todo para a exposição aqui, pois nosso tempo não é suficiente para uma exposição mais apurada, contudo esperamos ter atingido nosso objetivo que era o de expor as idéias principais concernentes à metafísica.

Referências bibliográficas:
Obras de Vico:
VICO, Giambattista. Autobiografia de Giambattista Vico. Edicición de Moisés González García y Josep Martínez Bisbal. Ed. Siglo Veintiuno Editores , SA. Madri, España.1998.
VICO, Giambattista. Ciência Nova [1744]. Trad. port.Jorge Vaz de Carvalho. Portugal: Edições da Fundação Calouste Gulbenkian, 2005.
VICO, Giambattista. La Antiqüíssima Sabiduría de los Italianos Partiendo de los Orígenes de la Lengua Latina [1710]. Trad. esp. Francisco J. Navarro Gómez, in: Cuadernos Sobre Vico, Sevilla - España, 2000.

VICO, Giambattista. El sistema de los estúdios de nuestro tiempo y Principio de oratória. Edición de Celso Rodríguez Fernandez y Fernando Romo Feito. Madrid. Clássicos de la cultura. Editorial Trotta S.A., 2005.
Obras sobre Vico:
BURKE, Peter. Vico. [1985]. Trad. br. Roberto Leal Ferreira, São Paulo: UNESP, 1997.
GUIDO, Humberto A. de Oliveira. Giambattista Vico: a filosofia e a evolução da humanidade. Petrópolis: Vozes, 2004.
GUIDO, Humberto A. de Oliveira. La niñez de Vico y la niñez en la filosofia de Vico, In: Cuadernos Sobre Vico. Sevilla: Universidad de Sevilla. 2000, pp.149-162.
BERLIN, Isaiah. Vico e Herder [1976]. Trad. br. Juan Antônio Gili Sobrinho, Brasília, 1982.
MOONEY, Michael. "La primacia del lenguaje en Vico"; in. TAGLIACOZZO, Giorgio. et al. Vico y el pensamiento contemporáneo [1976]. Trad. esp. Maria Aurora Ruiz. Canedo y Stella Mastrongelo, México: Fondo de Cultura Ecumenica, 1987 pp.184 -201.
FERNÁNDEZ, Celso Rodríguez y FEITO, Fernando Romo. Elementos de retórica: El Sistema de los estúdios de nuestro tiempo y Princípios de oratória. Madrid: Editorial Trotta, S.A., 2005, pp. 47-107.



[1] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova [1744]. Trad. Port. Jorge Vaz de Carvalho. Portugal: Edições da Fundação Calouste Gulbenkian, 2005, p. 3.
[2] Cf. VICO, Giambattista. Autobiografia de Giambattista Vico. Edicición de Moisés González García y Josep Martínez Bisbal. Ed. Siglo Veintiuno Editores, SA. Madri, España. 1998, pp. 85-86: “y habiendo oído que el Padre Suarez en su Metafísica razonaba de todo lo que se podia saber en filosofia, de una manera eminente, como conviene a um metafísico, y con un estilo sumamente claro y fácil, como de hecho destaca allí con uma imcoparable facundia, dejó la escuela con mejor provecho que la otra vez, y se encerro um año em casa para estudiar a Suárez”. (Tradução nossa).
[3] Cf. VICO, Giambattista. Autobiografia de Giambattista Vico, p. 94: “Por esto se debió dirigir de nuevo a la metafísica, pero no serviéndole de ayuda en esto la de Aristóteles, que había aprendido em Suárez, y sin saber a ciencia cierta el porqué, guiado solo por la fama de que Platón era el príncipe de los divinos filósofos, se dedicó a estudiarla  en el; y mucho tiempo después de haber sacado provecho de ella, entendió la razón de por qué  la metafísica de Aristóteles no le habia servido de ayuda para los estúdios de la moral, como de nada le sérvio a Averroes (...). Y esto porque la metafísica de Aristóteles conduce a un principio físico que es la matéria de la que se sacan las formas particulares, y hace de Dios um alfarero que trabaja las cosas fuera de si mismo”. (Tradução nossa).
[4] Cf. VICO, Giambattista. Autobiografia de Giambattista Vico, p. 94: “En cambio, la metafísica de Platón conduce a un princípio metafísico, que es la Idea eterna, que saca de si y crea la materia misma, como un espíritu seminal, que él mismo se forma el huevo. En conformidad con esta metafísica, funda una moral sobre una virtud o justicia ideal, o sea arquitecta”. (Tradução nossa).  
[5] Cf. VICO, Giambattista. Autobiografia de Giambattista Vico, pp. 94-95.
[6] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, pp. 3-4.
[7] Ibidem, p.7.
[8] Ibidem, pp.7-8.
[9] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, p.195.
[10] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, pp. 195-197.
[11] Ibidem, p. 197.
[12] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, p. 200.
[13] Ibidem, p. 201.
[14] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, p. 201.
[15] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, p. 203.
[16] Ibidem, p. 204.
[17] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova Ibidem, p. 212.
[18] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, p. 215.
[19] Ibidem, pp.215-216.
[20] Cf. VICO, Giambattista. Ciência Nova, pp. 227-228.

Imagem:https://felipepimenta.com/2013/12/12/resenha-ciencia-nova-de-giambattista-vico/


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